terça-feira, 21 de agosto de 2012

Colegas chatos e inconvenientes: Como lidar com isto?

Compartilhando este artigo sensacional da revista Amanhã ...
Já trabalhei com um profissional que era tão chato que nem mesmo a inconveniência seletiva ele possuía

Existem poucas coisas mais irritantes do ter que almoçar com aquele colega chato da empresa que só reclama da vida, ou que é muito inconveniente. Costumo me perguntar se essas pessoas notam sua chatice. Pior ainda, será que essas pessoas sabem que são mal vistas e que suas ações prejudicam sua imagem profissional? Muitas vezes podemos ser indiscretos ou irritantes sem percebermos, por isso gostaria de instigar você, leitor, a uma reflexão durante este artigo.

colegachato350Já trabalhei com um profissional que era tão chato que nem mesmo a inconveniência seletiva (evita ser assim com os chefes) ele possuía. Era extremamente culto, estava cursando doutorado. Ao conversar com os outros, sempre soltava uma frase sarcástica para escrachar o colega, mesmo que utilizasse palavras rebuscadas pra isso. Era um profissional admirável por sua competência, mas seu jeito incomodava da portaria do edifício aos colegas, subordinados e até mesmo superiores e direção.

Muitos desses profissionais têm a capacidade de se autocorrigir, o que lhes falta é percepção, observação sobre os próprios atos. Uma das melhores maneiras de avaliar nosso comportamento é pelos retornos que recebemos, ou seja, pelo modo como somos tratados. O afastamento (dos outros) é um dos “sintomas” mais comuns do típico chato. Como quando alguém chega à roda para contar histórias e todos se dispersam, ou quando ao contar uma novidade as pessoas fazem pouco caso do que você diz. Fique atento também para respostas muito concisas aos seus e-mails ou se não recebe respostas.

É interessante analisar os chatos como um corpo estranho em um organismo vivo. A comparação é forte, mas quando a pessoa é inconveniente ao extremo, ela acaba impreterivelmente sendo rejeitada (nos círculos sociais) e ignorada (nas atividades) pelo grupo – cedo ou tarde. 

O que geralmente angustia os colegas de empresa é a resolução para este tipo de problema. Ninguém gosta de chegar para o fulano e dizer o quão chato ou inconveniente ele é. Mesmo porque grande parte das pessoas crê que esta característica é congênita e, por consequência, imutável. Mas não é bem assim. O feedback construtivo continua sendo a ferramenta mor para corrigir estas distorções, ajudando a redirecionar o comportamento e desenvolvimento do profissional – pelo bem dele, dos colegas e da empresa!

Por isso, analise o tipo de retorno recebido. Se as pessoas te evitam ou não puxam papo com você. Se estão sempre ocupadas e nunca podem conversar, desconfie – você pode ser um chato. Da mesma maneira, inconveniência pode vir do tipo de assunto conversado, por querer falar em momentos inoportunos, por enviar mensagens em excesso (e-mail e bate-papo), e até pelo excesso de mentiras (o chato mentiroso/papudo).

Se a pessoa realmente não “tiver jeito”, como de fato algumas não têm, estão fadadas a trabalhar em salas isoladas, com máquinas ou a sair da empresa - rejeitada por todos. Querendo ou não, empresas são feitas de pessoas e, portanto, quem não se adapta ao meio não sobrevive. A maioria dos casos de chatice e inconveniência podem ser controlados, desde que o grupo – e principalmente o líder – consiga direciona-los e orienta-los da maneira correta.

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